quarta-feira, 26 de abril de 2017

Fungos (Reino Funghi)

   Os fungos são popularmente conhecidos por bolores, mofos, fermentos, levedos, orelhas-de-pau, trufas e cogumelos-de-chapéu (champignon). É um grupo bastante numeroso, formado por cerca de 200.000 espécies espalhadas por praticamente qualquer tipo de ambiente.





Características gerais dos Fungos:

-Se desenvolvem, principalmente, em locais com grande presença de material orgânico e umidade. A ausência de luminosidade também facilita o desenvolvimento dos fungos.

- Podem ser pluricelulares (compostos por mais de uma célula) ou unicelulares (composto por apenas uma célula). Os fungos pluricelulares, que são a maioria, possuem o talo que é denominado micélio. Este micélio é composto por filamentos (hifas).

- Os fungos não possuem clorofila.

- A nutrição dos fungos é heterotrófica, ou seja, os nutrientes que necessitam para viver são obtidos através de matéria orgânica. Porém, os fungos não ingerem as matérias orgânicas, mas obtém seus nutrientes através de um processo de absorção. A digestão ocorre fora do corpo, ou seja, eles liberam enzimas que digerem a matéria orgânica e só depois deste processo os nutrientes são absorvidos.

- Podem se reproduzir de forma sexuada ou assexuada.

- A reprodução através de esporos também é muito comum em várias espécies de fungos.

- Possuem a capacidade de armazenar material reserva que, assim como muitos animais, é o glicogênio.




Os fungos, também conhecidos como bolores, são organismos eucariontes (com células nucleadas), existindo espécies unicelulares e pluricelulares, respectivamente: as leveduras e os cogumelos, cujas células são impregnadas externamente por quitina, um polissacarídeo nitrogenado. 

Esses seres são heterotróficos (não sintetizam o próprio alimento), incorporando os nutrientes necessários ao seu metabolismo através da absorção de substâncias após digestão extracorpórea (sapróbios), realizada por enzimas sintetizadas e secretadas sobre a matéria orgânica contida no ambiente.

Os fungos pluricelulares apresentam estrutura formada por uma malha filamentosa chamada de hifas, agrupadas formando um pseudo tecido denominado micélio, caracterizado conforme sua distinção citoplasmática em: 

Hifas septadas – cujas células são individualizadas, cada uma contendo o seu núcleo; 


Hifas cenocíticas – com aparência anastomosada (concisa), formada por um citoplasma estendido e polinucleado. 


O micélio assume tanto a função vegetativa, quanto reprodutiva. A primeira conferindo sustentação, crescimento e obtenção de alimentos, e a segunda, responsável pela produção de esporos (reprodução sexuada), porém podendo ocorrer de forma assexuada, seja por brotamento ou fragmentação. 

A respiração dos fungos pode ser aeróbia (na presença de oxigênio) ou anaeróbia facultativa, sobrevivendo em ambientes com baixa oxigenação. 

Sistematicamente os fungos são classificados em: Zigomicetos, Basidiomicetos, Ascomicetos e Deuteromicetos.


Por Krukembergue Fonseca

Graduado em Biologia

fontes: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/caracteristicas-gerais-dos-fungos.htm
             http://www.todabiologia.com/microbiologia/tipos_fungos.htm
             http://www.todabiologia.com/microbiologia/caracteristicas_fungos.htm
             https://ospequenosgrandesinvasores.wordpress.com/microorganismos/fungos/
             http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/importancia-dos-fungos-na-alimentacao-meio-ambiente.htm
           

Padrão geral do ciclo de vida dos fungos:

   Durante o ciclo de vida, os fungos apresentem fases reprodutivas diferentes, uma assexuada e outra sexuada. Os mecanismos reprodutivos variam de acordo com a fase do ciclo.

Reprodução assexuada:

   A reprodução assexuada pode ser: (i) brotamento (seres unicelulares), (ii) fragmentação do micélio, onde um micélio se fragmenta originando muitos outros e (iii) esporulação, acima dos corpos de frutificação estão os esporângios que produzem os esporos, estruturas imóveis e resistentes a 
ambientes desfavoráveis.



Fragmentação

   A maneira mais simples de um fungo filamentoso se reproduzir assexuadamente é por fragmentação: um micélio se fragmenta originando novos micélios.


Brotamento

   Leveduras como Saccharomyces cerevisae se reproduzem por brotamento ou gemulação. Os brotos (gêmulas) normalmente se separam do genior mas, eventualmente, podem permanecer grudados, formando cadeias de células.


Esporulação
   Muitos fungos se reproduzem assexuadamente por meio de esporos, células dotadas de paredes resistentes que, ao germinar, produzem hifas.

   Em certos fungos aquáticos, os esporos são dotados de flagelos, uma adaptação à dispersão em meio líquido. Por serem móveis e nadarem ativamente, esses esporos são chamados zoósporos.


Reprodução sexuada:

   A reprodução sexuada é um procedimento bem mais complicado. Ela necessita da fusão de dois indivíduos que podem ser iguais (homotálico) ou diferentes (heterotálico), gerando indivíduos geneticamente distintos. Em algumas espécies, por incrível que pareça, a fusão desses indivíduos não acontece por acaso. Ela envolve a interação e comunicação de substâncias expressas por esses organismos, tendo por finalidade o processo de atração e fusão. Os genes responsáveis pela produção dessas substâncias localizam-se num loco chamado mating-type, e a principal substância nesse ato que pode ser apontado como acasalamento é nomeada feromônio, sendo reconhecida pelo indivíduo oposto no caso de reprodução heterotálico. O reconhecimento envolve a atração e, em seguida, a fusão desses seres, dando origem a novos organismos.

   O conhecimento detalhado desse processo de reprodução sexuada pode auxiliar em futuros estudos de compreensão da reprodução em outros modelos de organismo, sugerindo que pode haver um papel primordial no entendimento da evolução dos seres vivos, sem descartar a espécie humana.

Yaovi TODJRO
(Foto: Reprodução/Colégio Qi)

fontes: https://dialogoscciencia.com/2013/12/04/reproducao-sexuada-nos-fungos/
             http://educacao.globo.com/biologia/assunto/microbiologia/fungos.html
             http://www.geocities.ws/pri_biologiaonline/reproducao_fungos.html
             


Classificação dos Fungos:

   Os fungos costumam ser classificados em três grupos taxonómicos embora sejam considerados quatro: os Zigomicetos, os Ascomicetos, os Basidiomicetos e os Fungos imperfeitos. Estes últimos não são um verdadeiro filo mas um grupo de fungos cujas estruturas sexuadas não estão bem identificadas. Aqui se incluem o Aspergillus e o Penicillium. Os Zigomicetos são os fungos mais simples, com hifas asseptadas, aqui se incluindo o bolor-do-pão e alguns fungos parasitas de animais. Os Ascomicetos incluem fungos cujas hifas apresentam septos perfurados, sendo o zigoto substituído por um pequeno saco, o asco. Leveduras, morquelas e trufas são exemplos de fungos deste grupo. Os Basidiomicetos apresentam hifas septadas, com parede quitinosa. Produzem um tipo de esporos, basidiósporo, suportados por um esporângio característico, com forma de dedos, o basídio. Aqui se incluem os cogumelos.






Quitrídeos (1.000 espécies): Os fungos do filo Chytridiomycota são encontrados em ambientes marinhos, lagos, solo e até mesmo em fontes hidrotermais. Podem formar colônias com hifas ou viverem solitários, como células esféricas. A grande maioria das espécies é decompositora, embora existam espécies parasitas de protistas, fungos, animais e plantas. São os únicos que apresentam esporos flagelados.


Zigomicetos (1.000 espécies): Os fungos do filo Zygomycota são geralmente encontrados no solo e não formam corpo de frutificação. Nesse grupo encontramos espécies responsáveis pela deterioração de diversos alimentos, os chamados mofos. Muitas espécies são também parasitas e outras vivem como simbiontes em animais. Aqui encontramos espécies de grande valor econômico, pois são utilizadas na fabricação de molhos de soja (shoyu), medicamentos anti-inflamatórios e anticoncepcionais. A forma mais comum de reprodução é a assexuada por esporos.


Glomeromicetos (160 espécies): Há pouco tempo as espécies do filo Glomeromycota estavam agrupadas em Zygomycota. No entanto, estudos recentes com o DNA de centenas de espécies mostraram que essas espécies formam um clado (grupo) separado. Elas têm grande valor ecológico, pois formam associações mutualísticas (micorrizas) com diversas espécies de plantas.


Ascomicetos (65.000 espécies): Os fungos do filo Ascomycota são encontrados em ambientes marinhos, de água doce e terrestre. Sua principal característica é ter seus esporos formados em ascos. Cada indivíduo pode possuir mais de um asco, que pode unir-se a outros, formando o ascocarpo (corpo de frutificação). Os ascomicetos podem ser encontrados desde a forma de leveduras unicelulares até grandes indivíduos com forma de taça. Podem ser patógenos e decompositores, além de ter grande valor econômico e medicinal. Espécies do gênero Penicillium são utilizadas na fabricação de queijos especiais, como o camembert, e na fabricação da penicilina. A principal forma de reprodução é a assexuada.


Basidiomicetos (30.000 espécies): As espécies do filo Basidiomycota são as mais conhecidas, pois entre elas está o comestível champignon, bem como os decompositores orelhas-de-pau. Aqui também se encontram espécies mutualísticas (micorrizas) e parasitas, como as conhecidas ferrugens. A reprodução sexuada é mais frequente e ocorre pela fusão de hifas, que crescem e dão origem ao basidiocarpo (corpo frutífero). Em algumas espécies, o basidiocarpo tem a forma de um chapéu e é popularmente chamado de cogumelo.



Importância dos fungos:


Importância ecológica
.Fungos decompositores:

   Apresentam um papel importante no ecossistema, decompondo material orgânico, tornando muito dos nutrientes contidos nele disponível para outros organismos.
   A decomposição libera dióxido de carbono na atmosfera e retorna compostos nitrogenados e outras substâncias ao solo, onde eles podem ser utilizados novamente.
Suas atividades são tão necessárias para a continuidade da existência do mundo, quanto são aquelas dos produtores.


.Fungos mutualistas:

   Associação entre fungos e algas, em que ambos tem benefícios, o fungo obtêm alimento e a alga proteção, desta associação forma-se os líquens.
   Os líquens são bons indicativos de poluição, e são cada vez mais usados no monitoramento de poluentes atmosféricos, devido a sua sensibilidade ao dióxido de enxofre e outras toxinas.
   São seres pioneiros, ou seja, costumam ser os primeiros a se instalar em locais desabitados e criam condições para que outros seres vivos se instalem, permitindo o desenvolvimento de uma comunidade.
    Possuem autonomia nutritiva, resistem a temperaturas extremas e à falta de água.


.Fungos endofíticos:

   Colonizam as folhas e caules de plantas, protegendo-as dos herbívoros através da produção de alcaloides.
    Gramíneas infectadas por estes fungos causam problemas ao gado, que fica letárgico, febril, perde peso e pode até morrer.

.Micorrizas:
Associação entre fungos e raízes de plantas, são importantes para a obtenção de fósforo e outros nutrientes para as plantas e fornece carboidrato para o fungo.


Importância econômica:

.Farmacêutica:
   A ciclosporina, composto derivado de um fungo (Tolypocladium inflatum)reprime reações imunológicas que causam rejeição de órgãos transplantados, com o isolamento desta droga houve um avanço nas cirurgias de transplantes.
   O fungo Claviceps purpurea que infecta o centeio, pode causar espasmos nervosos, visões psicóticas e convulsões. alguns alcalóides deste fungo foram usados em tempos remotos para a contração uterina durante o parto, dilatação de vasos sanguíneos para abaixar a pressão sanguínea, tratamento de enxaqueca, com isso esforços estão sendo feitos para obtenção de linhagens C. purpurea e seu cultivo.
     Fungos do gênero Penicilium são conhecidos por produzirem antibióticos que são usados para tratamento de infecção bacteriana.


.Alimentícia:

Alguns fungos são comestíveis, os fungos do gênero Penicilium proporcionam aroma e sabor distintos em diferentes tipos de queijos, P. roquefortii e P. camembertii 
Alguns fungos acabam se tornando praga pois sua capacidade decompositora torna-se um transtorno para o homem, pois atacam tecidos, couros, petróleo, madeira, papel, alimentos.
Os fungos reduzem o valor nutricional de produtos alimentares.


.Indústria:

  Certas leveduras produzem etanol e dióxido de carbono, que tem importância nba panificação, fermentação e indústria do vinho.
Saccharomyces cerevisae é o principal fungo usado na produção de pão, vinho e cerveja.
.Controle biológico:
  Na agricultura alguns fungos são estudados para o uso de controles de pragas. Fungos entomopatogênicos também estão sendo estudados para controle de carrapatos, estes fungos são patógenos de larvas de vários insetos, sendo usado na agricultura para reduzir pragas, diminuindo assim o uso de produtos químicos.
   Fungos predadores estão sendo estudados para o controle de helmintos gastrointestinais em ruminantes.


.Médica:

   Os fungos são conhecidos do homem por causar doenças, as micoses. alguns fungos produzem toxinas (Aflatoxinas) que podem ser carcinogênicas.
    Vários gêneros de fungos são inibidores da síntese proteica de eucariontes, podem causar câncer no fígado no homem; Esses fungos, com frequência crescem em alimentos estocados. 


Aula do laboratório:













fontes:http://culinaria.culturamix.com/comida/champignon
            http://cienciadanatureza.blogspot.com.br/2009/09/importancia-dos-fungos.html
            https://educacao.uol.com.br/disciplinas/ciencias/fungos-o-que-sao-e-qual-e-a-importancia-dos-fungos.htm


segunda-feira, 6 de março de 2017

Vírus (Veneno)

fonte imagem: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/virus.htm



-Composição química


Material genético:

Todos os vírus contêm ácidos desoxirribonucléicos (DNA) ou ribonucléico (RNA) que são responsáveis pela informação genética para replicação do vírus. Com exceção dos retrovírus que são diplóides, os virions contêm somente uma cópia do genoma (são haplóides). O genoma viral pode ser de fita dupla (2s) ou simples (1s), circular ou linear, segmentado ou não segmentado, de polaridade positiva ou negativa.


Proteína:

As proteínas virais podem ser estrutural (fazer parte da estrutura do vírus) e possuir atividade enzimática. O papel principal das proteínas estruturais é o de proteger o genoma viral contra sua inativação pelas nucleases. As proteínas sobre a superfície do virion tem uma afinidade especial para receptores complementares presentes sobre a superfície de células susceptíveis, participando portanto, no processo de adesão vírus-célula; também contribuem para a simetria estrutural da partícula viral e contêm o determinante antigênico que é responsável pela indução de anticorpos protetores em animais infectados. Algumas proteínas apresentam atividades específicas, como exemplo, a hamaglutinina da influenza aglutina hemácias.

Vírus de plantas:
































Os cinco reinos

- Quadro comparativo


Reino Animal (Animalia)

Principais características: são multicelulares; não possuem a capacidade de produzir seu próprio alimento; a maioria das espécies (cerca de 95%) são invertebrados; a minoria (cerca de 5%) são animais vertebrados (entre eles o ser humano); possuem a capacidade de locomoção.

Exemplos de representantes deste reino: Homem, cão, gato, zebra, leão, cavalo, aranhas, serpentes, lagartos, sapos, caranguejo, escorpião, pato, galinha, gavião, peixes e insetos.

Reino Vegetal (Plantae)

Principais características: composto pelas plantas; são organismos eucariotos; produzem o próprio alimento através da fotossíntese; maioria das espécies é multicelular; com relação às flores e sementes, algumas espécies produzem e outras não.

Exemplos de representantes deste reino: árvores, arbustos, gramíneas, musgos, orquídeas, lírios, palmeiras e samambaias.


Reino dos Fungos (Fungi)

Principais características: a maioria das espécies é multicelular; absorvem alimento de matéria orgânica, morta ou viva; geralmente se desenvolvem em locais com pouca luz e muita umidade; são eucariotas; a reprodução pode ser sexuada ou assexuada (depende da espécie).

Exemplos de representantes deste reino: cogumelos, leveduras e bolores.


Reino dos Protistas (Protista)

Principais características: são eucariotas; são organismos intermediários, ou seja, apresentam características de animais (caso dos protozoários) e plantas (caso das algas).

Exemplos de representantes deste reino: amebas, flagelados, esporozoários e algas.


Reino das Moneras (Monera)

Principais características: são unicelulares; não apresentam núcleo organizado (são procariotas); são microscópicos (microrganismos); de acordo com a Biologia Evolutiva, foram as primeiras formas de vida que se desenvolveram em nosso planeta.

Exemplos de representantes deste reino: bactérias, cianobactérias e arqueobactérias.


Questionário


1. a) 6 espécies.
     
    b) 5 gêneros.
   
    c) Sim, laranjeira - Citrus sinensis e lima-da-pérsia - Citrus aurantifolia. (as duas pertencem ao gênero Citrus)

    d) Reino Plantae. Não.





2. a) Gênero.
    
    b) Reino.





3. Plantae: Macieira e goiabeira; Fungi: Bolor e Orelha-de-pau; Protista: Algas unicelulares e amebas. Animalia: Gato e cachorro; Monera: Bactérias da boca e bactéria causadora do tétano.



4. a) 1º: não está escrito em itálico, 2º:nome da espécie em letra maiúscula, 3º:letra do gênero em letra minúscula e da espécie em maiúscula, 4º:todas as letras maiúsculas.






5. 








6. a) As aves A e B, pois pertencem ao mesmo gênero (Vanellus).

    b) Elas possuem comprimento parecido de 20~30 cm, bicos e patas parecidos e tem o busto preto com o resto do corpo cinza.






7. Plantas são autotrófas, enquanto fungos são heterotrófos. Fungos armazenam alimento em forma de glicogênio enquanto plantas armazenam em forma de amido.





8. a) Sob o ponto de vista biológico, a espécie é um grupo natural constituído pelo conjunto de populações cujos indivíduos, com o mesmo fundo genético, são morfologicamente semelhantes e podem cruzar-se entre si, real ou virtualmente, originando descendentes férteis.




b) Não, pois são estéreis e descende de duas espécies diferentes.




c) Não, pois ambos são do mesmo gênero por apresentarem características semelhantes, porém não são da mesma espécie pois não geram descendentes férteis.





9. Não, pois o gênero é Zea e a espécie Zea mays.

A classificação de Lineu

fonte imagem: https://pt.slideshare.net/silfig/classificao-dos-seres-vivos-9541886

    Para ele a natureza estava dividida em três reinos: vegetal, animal e mineral. Ele dividiu cadê reino em classes, cadê classe em ordens, cadê ordem, em gêneros, e cadê gênero em espécies. Os princípios de sua classificação foram divulgados na obra Systema naturae.

fonte imagem: http://www.wikiwand.com/la/Systema_naturae

Taxonomia



Taxonomia: É o processo que descreve a diversidade dos seres vivos. Esse processo é feito usando artifícios como a classificação e nomenclatura. A classificação consiste em colocar os indivíduos em grupos com base em alguns critérios. A nomenclatura dá nome aos indivíduos e aos grupos a que eles pertencem. Categorias taxonômicas atuais: reino, filo, classe, ordem, família, gênero, espécie.

Nomenclatura Binomial

fonte imagem:https://pt.wikipedia.org/wiki/Nomenclatura_binomial
    Lineu desenvolveu em 1735 a nomenclatura binomial, composta por dois nomes, cujo primeiro é escrito em letra maiúscula e define o gênero, e o segundo tem letra minúscula e define a espécie. Os nomes científicos devem ser escritos em latim e destacados em itálico ou grifados.

Todo ser vivo possui um nome científico;

- Todo nome científico é composto por duas palavras. A primeira se refere ao Gênero da espécie, e o segundo, ao epíteto (ou nome) específico, que é o que caracteriza a espécie em questão;
- O epíteto específico pode se referir a uma característica própria daquele indivíduo, como a sua localização, organização corporal, dentre outros; ou mesmo uma homenagem a algum cientista, personagem, etc.;
- Os nomes científicos, quando escritos, devem estar destacados em itálico. Em casos em que os nomes estejam sendo redigidos à mão; ou em outras situações nas quais utilizar o itálico se apresente inviável, tais nomenclaturas devem estar grifadas;
- A primeira letra do nome científico deve ser apresentada em maiúsculo e a primeira letra do epíteto específico, em minúsculo;
- A partir da segunda vez que se escreve o nome de determinada espécie, o Gênero pode se apresentar abreviado. Ex: Cachorro - Canis familiaris - C. familiaris.
- Em algumas situações, quando o cientista não conseguiu, ainda, identificar a que espécie um determinado indivíduo pertence, ou quando não é de interesse que esta seja explicitada; ele utiliza, após o nome do Gênero, o termo sp., na Zoologia; ou spec., na Botânica. Tanto um como outro não devem ser colocados em itálico, ou mesmo sublinhados; e devem estar acompanhados de um ponto final: Hypsiboas sp. (perereca pertencente ao Gênero Hypsiboas); Hypsiboas goianus (perereca-de-pijama).

População


fonte imagem: http://biotransmissores.blogspot.com.br/2014/03/genetica-de-populacoes.html

População

Em biologia, população são os fatores bióticos da mesma espécie que habitam em uma área, num tempo infinito. Ou seja, cada grupo de organismos de uma mesma espécie que vivem em uma determinada comunidade, constituem populações biológicas.




Seleção natural:

    A ação da seleção natural consiste em selecionar indivíduos mais adaptados a determinada condição ecológica, eliminando aqueles desvantajosos para essa mesma condição. A seleção natural atua permanentemente sobre todas as populações. Mesmo em ambientes estáveis e constantes, a seleção natural age de modo estabilizador, está presente, eliminando os fenótipos desviantes.

    Entretanto, o ambiente não representa um sistema constante e estável, quer ao longo do tempo, quer ao longo do espaço, o que determina interações diferentes entre os organismos e o meio. Essa heterogeneidade propicia diferentes pressões seletivas sobre o conjunto gênico da população, evitando a eliminação de determinados alelos que, em um ambiente constante e estável, não seriam mantidos. Dessa forma, a variabilidade genética sofre menor redução.




Especificação: formação de novas espécies a partir de uma população já existente.


Isolamento geográfico: é a separação física de subpopulações de uma espécie. As barreiras que isolam as subpopulações podem ser um rio que corta uma planície, um vale que divide dois planaltos ou um braço de mar que separa ilhas e continentes. 



Fluxo gênico (também chamado de migração): é qualquer movimento de genes de uma população para a outra. Fluxo gênico inclui vários tipos de eventos diferentes, como o pólen sendo soprado a um novo destino ou pessoas se mudando para outras cidades ou países.